Um documentário do canal Arte sobre umas das figuras mais versáteis do cinema americano. É bom relembrar com inúmeras imagens de arquivo o que foi a carreira de Warren Beaty. Começou no cinema ao lado de Nathalie Wood em Esplendor na Relva, tornando-se o galã da América. Antes (anos 50) passara pela televisão mas o seu talento não era o seu forte. Pouco a pouco desligou-se da sua imagem de galã (mas na vida real quase todas as atrizes com quem contracenou foram suas amantes) e produziu, escreveu e realizou muitos filmes que marcaram o cinema americano. Teve dezenas de nomeações aos Oscars em várias categorias. Realmente uma das carreiras mais impressionantes que já existiu. Melun 2021 TV 3,5/5
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23.4.21
18.3.21
Floride (Philippe Le Guay, 2015)
Floride (Philippe Le Guay, 2015)
Floride adapta Le Père de Florian Zeller, que este ano voltou a ser adaptado ao cinema com Anthony Hopins no papel que aqui cabe a Jean Rochefort (no seu último trabalho no cinema). É a história de um velho octogenário que se torna cada vez menos autónomo, a ponto de ter de ser internado. Os atores são impecáveis, mas o filme nunca chegou a interessar-me muito. Tenho a certeza de que no teatro o resultado seria mais interessante. Melun 03.2021 TV 2,5/5
22.3.16
Céline. Deux clowns pour une catastrophe (Emmanuel Bourdieu, 2015)
Gosto muito de ver ficções que têm como personagens artistas, sobretudo escritores. Lembro-me de que no ano passado vi um maravilhoso filme italiano sobre o grande poeta Leopardi. Ontem fui ver o último filme de Emmamuel Bourdieu sobre um dos mais polêmicos escritores do século: Céline. Depois da segunda guerra mundial, Céline exilou-se na Dinamarca para fugir às acusações de anti-semita e à prisão, onde já tinha estado. Durante uns meses recebe um jovem professor americano apaixonado pela sua obra a ponto de o ter defendido na cena internacional através de uma petição assinada por grandes escritores da época. Mas este professor é judeu e vai ser vítima de uma humilhação total por parte de Céline. Este vai cuspir sobre o seu jovem admirador todo o seu ódio aos judeus e a defesa do nazismo (curiosamente lembrei-me do romance de estreia de Amelie Nothomb, A Higiene do Assassino, em que numa entrevista o jornalista era massacrado pelo grande escritor entrevistado). Já o sabia, mas outra coisa é ver encarnado na tela artista tão execrável. Na pele de Céline, o ator Denis Lavant é impressionante, nunca gostei tanto dele num filme. Paris 3/5
15.1.16
Bang Gang (Eva Husson, 2015)
Bang Gang (une histoire d'amour moderne) é o filme de estreia de Eva Husson. Como o título do filme indica, este filme mostra uma realidade pouco conhecida da sexualidade dos jovens: as orgias, o sexo em grupo. Bang Gang é uma espécie de resposta francesa aos filmes de Larry Clark e Gus Van Sant, que criam uma empatia tal com os jovens que estes se dão à câmera com verdade e candura, mas também com algum mistério. Os jovens (seja de que época forem) facilmente são lidos, interpretados, recorrendo-se a determinismos sociológicos e moralistas. Penso que a realizadora francesa não evita esta armadilha de forma tão feliz quanto os seus colegas americanos, mas mesmo assim fez um filme por vezes brilhante (a beleza dos adolescentes parece inspirar nos três realizadores planos ou sequências formalmente belíssimos). Ainda assim, e reconhecendo a qualidade da obra, a adolescência é assunto que não me interessa muito no cinema, por isso vi o filme com alguma indiferença. Paris 2016 Odeon 2,5/5
9.10.15
Asphalte (Samuel Benchetrit, 2015)
Uma comédia francesa com ecos de Tati, que escolhe um prédio cinzento de uma cité como o centro da história. Nele habitam seres isolados, não há famílias normais (como as imaginamos normais): uma mulher árabe, um adolescente, uma atriz, um desempregado depressivo, todos vivendo sozinhos. Um astronauta da NASA aterra por erro no telhado do prédio e tem de coabitar com a mulher árabe por uns dias. Tudo muito interessante e inteligente, mas é o tipo de filme que não me desperta qualquer entusiasmo. 2/5
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