
Nos anos 70 do século passado, a indústria do cinema entreteve-se a reunir grandes elencos de estrelas em filmes de grande orçamento e apelo popular. Além dos filmes-catástrofe, outros houve que optaram por histórias mais clássicas, como as de Agatha Christie. Morte no Nilo é um dos que deixou boa memória em muitos espectadores, como eu. Será que o vi no cinema ou na televisão? Não me recordo. Aproveitei uma sessão de um cineclube dedicado ao Orientalismo no cinema para rever este filme, com algum receio pois a última versão de um mistério de Christie para o cinema foi bem bem dececionante (Crime no Expresso do Oriente, por Kenneth Branagh). Morte no Nilo não quer ter nada a ver com o médio oriente, que serve tão só de cenário às férias de uma série de burgueses insatisfeitos com a vida que têm (e indiferentes à paisagem e aos indígenas do local). Num esquema típico de Agatha Christie, a morte de uma personagem num cruzeiro no Nilo vai revelar que todos os participantes do cruzeiro tinham algum desejo ou interesse nessa morte. Mas um deles, ou vários deles associados entre si, terá efetivamente cometido o crime. Segue-se a investigação de Poirot e o desenlace sempre (mais ou menos) inesperado. Entretenimento à moda antiga mas ainda (nostalgicamente) sedutor. Banda sonora de Nino Rota. Paris 06.2018 Ecoles 21: 3,5/5
O impressionante elenco: Peter Ustinov (Hercule Poirot), Maggie Smith, Angela Lansbury, Bette Davis, Mia Farrow, David Niven, George Kennedy, Jack Warden (Peter Ustinov, Maggie Smith e Angela Lansbury foram nomeados nos BAFTA).
Foi nomeado para o Golden Globe for Best Foreign Film.