Wes Anderson é um dos autores mais celebrados do cinema indie americano. Mas na verdade nunca me entusiasmou, excepção feita ao seu filme de animação Fantastic Mr. Fox (2008), de longe o meu preferido do realizador.
No último Festival de Berlim, The Grand Budapest Hotel deliciou toda a gente e acabou por ganhar um prémio importante. Para mim, foi uma grande decepção. Não consigo interessar-me por este filme tão artificial, que mais parece uma casa de bonecas, com um humor indie que pouco me diz e com personagens sempre no registo da caricatura. Claro que é o registo do maravilhoso que aqui prevalece, como naquelas histórias de Borges que inventam um mundo paralelo ao nosso, que o autor manipula a seu belo prazer. Como dizem os brasileiros, não é minha praia. Paris 03.2014 (2/5)

