Se não fosse um filme português, ainda por cima a estreia (na longa-metragem) de um jovem realizador, eu não teria muito interesse em ver mais uma obra sobre a adolescência. Mas o filme consegue traduzir bem aquele mundo muito especial em que o adolescente se isola e em que os laços afetivos entre os que ele aceita nesse casulo são excecionalmente intensos. Mas espero que João Salaviza venha a escolher outros caminhos pois desde as suas já famosas curtas que vários elementos se repetem de filme para filme tornando previsível o seu universo. Paris 10.2017 Reflet Médicis 3/5