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26.3.26

La Ola (Sebastián Lelio, 2025)

La Ola (Sebastián Lelio, 2025)
ARG Josefina Fernández, Manuela Infante, Sebastián Lelio ELENCO Daniela López, Avril Aurora, Lola Bravo ESTREIA 16.05.2025 (F. Cannes) 5.11.2025 (França)

4.7.21

Los Fuertes (Omar Zúñiga Hidalgo, 2019)

Numa povoação piscatória do Chile um amor homossexual é possível mas enfrenta obstáculos sociais, por vezes sobredimensionados por quem tem de os vencer. Dois jovens seguem vias diferentes na vida: um fica e luta no meio que sempre amou, o outro escolhe o exílio e o afastamento da família. Paris 2021 Beaubourg 3,5/5

13.9.20

Pablo LARRAÍN

MARIA (2024)
REALIZADOR: Pablo Larraín ELENCO: Angelina Jolie, Alba Rohrwacher, Kodi Smit-McPhee, Pierfrancesco Favino PRODUÇÃO: Lorenzo Mieli, Juan de Dios Larraín, Jonas Dornbach ARGUMENTO: Steven Knight ORIGEM: Itália, EUA, Alemanha, Chile ESTREIA: Cinemundo 16.01.2025 (Portugal) VISTO Paris 18.03.2025 Les 3 Luxembourg NOTA 3.5/5

EMA (2019)
Que bela surpresa! Talvez o filme mais empolgante da filmografia sem falhas de Pablo Larraín. Ema é um mistério que nunca é esclarecido ao longo do filme. Dançarina talentosa de reaggatown, companheira de um coreógrafo, devolve ao Estado o rapaz que ela tinha adotado com o seu companheiro. Sobre ela caem todas as acusações possíveis. O que ela vai fazer surpreende todos, inclusive o espectador mais prevenido. Um dos filmes do ano. Paris 9.2020 Les Halles 4/5


JACKIE (2016)
Jackie é um belo filme mas perde por comparação com o outro biopic recente do chileno Pablo Larraín, dedicado ao poeta Pablo Neruda. Enquanto este era um príncipe da cultura chilena, Jacqueline Kennedy é uma personalidade de bastidores, aliás pouco interessante. Jackie, o filme, concentra a sua narrativa nos dias que se seguiram ao assassinato do presidente americano JFK. A desorientação de Jackie, as decisões práticas a tomar relativas ao funeral do marido e à mudança da Casa Branca. Sem dúvida, prefiro Neruda, o filme. Paris 2.2017 3/5

NERUDA (2016)
Neruda é um biopic extraordinário. Passa a perna a quase todos os biopics que têm sido feitos. De uma forma muito original, compõe o retrato do grande poeta e líder da esquerda (desconhecia esta última faceta de Pablo Neruda). Um comissário de polícia ambicioso persegue Neruda para o eliminar do xadrez político chileno. Mas o poeta escapa-lhe sempre e esta fuga e perseguição é dada com humor e inteligência. Muito bom. Paris 1.2017 4/5

NO (2012)
Paris 2013 Odéon

TONY MANERO (2008)
Paris 2009 L'Arlequin

DVDTECA:
Santiago 73 Post mortem (2010)

13.11.19

Patricio GÜZMAN

LA CORDILLERA DE LOS SUEŇOS (2019)

A Cordilheira dos Andes é imponente e misteriosa, mas no seu interior os Chilenos descobriram riquezas (como o cobre) que ajudaram a construir um país rico (no contexto sul americano) mas extremamente desigual. Mais uma vez, Gúzman aborda as feridas da sociedade chilena abertas pela ditadura de Pinochet, que ainda hoje estão longe de estarem cicatrizadas, como os as manifestações sociais atuais revelam. Grande figura deste filme é Pablo Salas, que passou a vida a filmar as ruas e a insatisfação da população. Não se exilou, ficou no Chile para essa missão sem preço. Paris 11.2019 Beaubourg 3/5
EL BOTÓN DEL NÁCAR (2015)
Há três anos vi um dos melhores documentários de que tenho memória: Nostalgia da Luz, do chileno Patricio Gúzman. Agora estreou em França o seu novo documentário, igualmente excelente, El Botón de nácar. Como no filme anterior, o realizador articula a história trágica do Chile (a extinção de um povo milenar autóctone pelos colonos europeus) com os ensinamentos da natureza, neste caso da água. Imagino que os próprios chilenos passem a ver o seu país de forma diferente depois de assistirem a este documentário, formalmente belíssimo. Paris 11.2015  3/5

20.5.19

Sebastián LELIO


Gloria Bell (Sebastián Lelio, 2018)
Uma mulher chega aos 50 anos, divorciada, com os filhos adultos e independentes, e sente-se muito só. Conhece um homem com quem gosta muito de estar, mas ele tem outra família. O filme é o remake americano de Gloria, um filme chileno recente, e esse é o seu principal problema (para quem viu e gostou muito do original). Julianne Moore produziu o filme, o que não surpreende, pois há poucos papéis bons no cinema para mulheres da sua idade. Muito bom. Paris .2019 3,5/5

Una mujer fantastica (Sebastián Lelio, 2017)
Una mujer fantastica mereceu o Oscar de best foreign language film que recebeu há dias. E já tinha recebido o prestigiado Goya para mejor película iberoamericana e o Teddy em Berlim, entre muitos outros prémios ou nomeações. No centro da história, Marina, ex-Daniel, uma mulher que está sempre a recomeçar. Assume-se como mulher mas a resistência dos outros, indivíduos ou instituições, a essa identidade conquistada exige dela uma força superior. Vivia com um homem muito mais velho, que morre subitamente de um aneurisma, e cuja família vai fazer tudo para apagar Marina da história dele. Uma família normal mas mafiosa. Gosto muito dos filmes de Sebastián Lelio, realizador chileno que acompanho desde a segunda obra, Navidad (2009). Paris 3.2018 Luminor 4/5 
Gloria (Sebastián Lelio, 2013)
Tudo neste maravilhoso filme chileno me agrada. Não são apenas os argentinos que fazem os melhores filmes realistas do continente sul-americano, os chilenos estão também na primeira linha. 
A história de uma mulher, Gloria, divorciada, com os filhos crescidos e independentes, que luta para tirar o melhor proveito da sua vida solitária. A câmara não larga a protagonista, mas em fundo podemos observar a dinâmica realidade social e política do Chile. Encontramos esta estratégia em muitos filmes dos dois países sul-americanos citados.
Na banda sonora, as Águas de março de Jobim cantadas em família e Baila comigo de Rita Lee e Gloria de Umberto Tozzi nas saídas à discoteca da protagonista. Em plenos 70s, pois. Paris 06.2014 4/5

Navidade (Sebastián Lelio, 2009)
Paris 2009 Le Nouveau Latina

4.5.17

Nunca vas a estar solo (Alex Anwandter, 2016)

Este filme baseia-se num acontecimento trágico que abalou o Chile há poucos anos. Um jovem gay é espancado até à morte por três vizinhos. Esse jovem era fã de um grupo pop cujo cantor, Alex Anwandter, realizou este seu primeiro filme em homenagem a esse fã. O filme é muito bom. Quando o jovem fica em coma, o filme passa a ocupar-se do pai, que até aí ignorava a vida do filho. Com o filho a morrer, o pai vai aproximar-se do filho, vai passar a conhecê-lo melhor, como não tinha acontecido até aí. Comovente. Paris 3,5/5

5.3.14

Gloria (Sebastián Lelio, 2013)

Gloria (Sebastián Lelio, 2013)
Tudo neste maravilhoso filme chileno me agrada. Não são apenas os argentinos que fazem os melhores filmes realistas do continente sul-americano, os chilenos estão também na primeira linha. 
A história de uma mulher, Gloria, divorciada, com os filhos crescidos e independentes, que luta para tirar o melhor proveito da sua vida solitária. A câmara não larga a protagonista, mas em fundo podemos observar a dinâmica realidade social e política do Chile. Encontramos esta estratégia em muitos filmes dos dois países sul-americanos citados.
Na banda sonora, as Águas de março de Jobim cantadas em família e Baila comigo de Rita Lee e Gloria de Umberto Tozzi nas saídas à discoteca da protagonista. Em plenos 70s, pois. Paris 06.2014: 4/5