Comédia de casamento: o marido leva meses para conseguir dormir com a mulher. Há sempre qualquer coisa que adia esse momento: a varicela na noite de núpcias, o serviço no exército, a família da mulher... Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5
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23.9.22
21.9.22
Dreiklang (Hans Hinrich, 1938)
Dreiklang (Hans Hinrich, 1938)
Outro bom melodrama realizado na UFA, com argumento de Douglas Sirk, antes da sua fuga para os EUA. Uma "mulher com passado" tenta em vão reconstituir a vida (social e amorosa), mas esse passado vai intrometer-se nos seus planos com um desenlace trágico. Paris 09.2022 Cinémathèque 3/5
18.9.22
Paramatta, Bagne de Femmes (Douglas Sirk, 1937)
Bom melodrama, melhor do que La Habanera, o filme seguinte de Zarah Leander com Sirk. Os dois filmes passam-se longe da Europa. Paramatta é uma prisão de mulheres em Sidney, Austrália, para as condenadas em solo inglês. Gloria Vane, cantora famosa em Londres, vai presa por um crime cometido pelo amante. Será salva da prisão por um homem simples que se casa com ela. Paris 2022 Le Reflet Medicis 3,5/5
11.9.22
8.9.22
La Neuvième Symphonie (Douglas Sirk, 1936)
Um drama soberbo, com o suspense dos thrillers, sobre uma mulher que tenta recuperar o filho que foi adoptado por um casal rico. Paris 2022 Reflet Medicis 4/5
7.9.22
4.9.22
24.5.18
As Asas do Desejo (Wim Wenders, 1987)
Berlim é uma cidade que certamente concentrou muitos anjos em boa parte do século 20. Todas as dores e desesperos se abateram sobre a cidade dividida. Os anjos auscultam serenos impávidos essa infelicidade generalizada. Wim Wenders assina um filme muito belo nas imagens e nos textos, que são da sua autoria mas foram inspirados por Rainer Maria Rilke. Hoje não recebo o filme com o assombro que me suscitou na estreia, era eu um cineclubista e militante do arte e ensaio mais exigente do que sou hoje. Recebo-o com alguma indiferença, acho que prefiro mesmo a fase americana de Wenders. Com este filme Wenders foi considerado o Melhor Realizador em Cannes, recebeu o Independent Spirit Award for Best International Film, e foi nomeado para o César du Meilleur film étranger e para o BAFTA Award for Best Foreign Language Film. Paris 3/5
5.11.14
Le Sel de la Terre (Wim Wenders, 2014)
Este documentário é um dos acontecimentos da rentrée. Por sugestão de uma amiga, fui vê-lo na semana de estreia, há três semanas. O filme continua em cartaz, passou por mais de 150 cinemas em França, continua em exclusividade em alguns, e já recebeu cerca de 100 mil espectadores. Um sucesso, portanto.
Dois nomes explicam o sucesso do documentário: Sebastião Salgado e Wim Wenders. Este realizou o filme com o filho de Sebastião, Juliano Ribeiro Salgado. Não é um grande documentário. Cumpre o objetivo de celebrar a obra de Salgado, mas o dispositivo formal dominante desilude: a sucessão interminável das fotografias apresentadas por ordem cronológica, com a voz off omnipresente, com poucas filmagens de Sebastião no terreno ou no laboratório. Para quem não conhece a obra de Salgado, é uma ótima introdução ao que ele fez de melhor. Mas o documentário tem uma vertente hagiográfica e acrítica que o empobrece. Poucos fotógrafos são tão polémicos quanto Salgado. Seria interessante confrontar a obra do fotógrafo com as críticas que circulam sobre a mesma. Mesmo assim, um dos bons documentários deste ano. Paris 2014: 3,5/5
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