Videodrome (David Cronenberg, 1983)

Este filme é já um clássico. Um diretor (James Woods) de um pequeno canal de televisão erótico tem acesso a umas cassetes clandestinas de snuff movies cujo visionamento provoca alucinações extremas. Muito bom. Paris 4/5

Le Parc (Damien Manivel, 2016)

Dois amigos passam o dia no parque. Serão namorados? Nada mais certo... Um pequeno filme muito bem filmado. Paris 2/5

Collateral Beauty (David Frankel, 2016)

Quando vi o elenco deste filme não pude resistir, mesmo sabendo que a crítica o arrasou. Will Smith, Edward Norton, Keira Knightley, Michael Peña, Naomie Harris, Jacob Latimore, Kate Winslet e Helen Mirren. Penso que esta última leva a palma. E são os atores que realmente valem o filme, cuja história (argumento de Allan Loeb) anda à volta de um executivo em período de depressão depois da morte da filha. Paris 2,5/5

Expo: Jade, des empereurs à l’Art Déco (2016)

Fui pela primeira vez ao Musée Guimet, dedicado às artes orientais, para ver uma exposicão sobre o jade. Esta pedra preciosa confunde-se com a história da China e teve sempre importancia na afirmação do (bom) gosto do poder das diferentes dinastias que governaram aquele país. A exposicão está cheia de objetos lindíssimos, geralmente simples quando feitos no Oriente, e sofisticados quando nos anos da Art Déco os joalheiros fizeram peças híbridas. Muito bom. Paris 4/5

Expo: De Méliès à la 3D La Machine Cinéma (2016)

Uma exposicão pequena sobre a tecnologia do cinema ao longo da sua história. Como se sabe, o cinema é uma arte particularmente dependente da ciência e da tecnologia. O que eu mais gostei de ver foi um projetor italiano de 35 e 70 mm, de 1963. Paris Cinémathèque Française 3/5

Disco: Breaking The Waves (1996)

Ouço Breaking The Waves, a banda sonora do filme de Lars von Trier. Excelente. No fundo é uma compilação de grandes temas de rock entre os anos 1967 (Procol Harum) e 1973 (Elton John, Mort The Hoople e Thin Lizzy). Alguns dos artistas nunca tinha ouvido. A minha preferência vai para Suzanne, de Cohen, e Child in Time, dos Deep Purple. Paris 3,5/5

Le Divan de Staline (Fanny Ardant, 2016)

Um retrato de Estaline na intimidade. O líder russo (Gérard Depardieu) chega a um palacete de campo para repousar acompanhado da sua amante de longa data (Emmanuelle Seigner). O filme é interessante quando nos mostra o exercício do poder absoluto no contexto íntimo do quarto do casal e na relação do ditador com a criadagem e com os militares encarregues da sua guarda pessoal. Depardieu é impressionante. Produção de Paulo Branco (Alfama Films e Leopardo Filmes). Paris 2,5/5

Frantic (Roman Polanski, 1988)

Nunca me esqueci deste filme, que apenas vi quando estreou nos anos 80. No entanto, não é um filme muito inspirado. Um casal de americanos chega a Paris e logo nas primeiras horas da estadia, a mulher desaparece. O marido (Harrison Ford) não descansará enquanto não encontrar a mulher, com a ajuda de uma passadora de droga (Emmanuelle Seigner). Paris Christine 3/5

Mísia (1991)

Este é o primeiro disco de Mísia. Tem a produção e a guitarra do grande António Chaínho e direção artística de Mário Martins (que é também co-autor de dois temas). Trata-se de um excelente álbum de fado, uma estreia em grande para Mísia. Ela canta muito bem os fados mais tradicionais, mas são dois clássicos da música brasileira e portuguesa que mais me agradam. Samba em prelúdio (Vinicius de Moraes e Baden Powell, 1963) e Porto Sentido (Carlos Tê e Rui Veloso, 1986) têm neste disco versões excelentes, entre as melhores que conheço. Um belo disco. Paris 4/5

Passengers (Morten Tyldum, 2016)

Gostei de Passengers (2016), como gosto quase sempre dos filmes de ficção científica. Numa nave espacial que transporta milhares de passageiros adormecidos, dois passageiros são acordados 90 anos antes do fim da viagem, devido a problemas técnicos da nave. O argumento de Jon Spaihts articula aventura, ficção-científica e comédia romântica com desenvoltura. O casal que vai habitar toda a vida na nave são Jennifer Lawrence e Chris Pratt. Paris 3,5/5