Gilbert and Sullivan: Lost Chords and Discords (Caryl Brahms, 1975)

Sullivan foi o compositor britânico mais importante do seu tempo (segunda metade do séulo XIX). Assim o considerava a Rainha e também os muitos britânicos que encheram as salas onde se apresentavam as suas operetas (assinadas com o libretista Gilbert). Ainda hoje em dia estas obras são representadas no mundo inteiro, sobretudo na Grã-Bretanha. Sullivan compôs muitas canções, mesmo fora da parceria com Gilbert, que inundavam os lares britânicos. Era a música popular da época e a sua memória não se apagou. Tão populares eram as operetas de Gilbert & Sullivan, que assim que uma era criada e apresentada, várias produções piratas surgiam nos Estados Unidos. Não havia direitos de autor e a defesa que Sullivan fez de uma legislação que tivesse em conta esses direitos fez-se sentir quando essa legislação se tornou realidade. O livro está muito bem ilustrado - é a sua principal qualidade. Mas como biografia ou obra de divulgação deixa a desejar.  Depende muito de bibliografia secundária e pouco de fontes primárias. As informações sobre a criação das obras não abundam (datas e intérpretes por vezes não explicitados). Um dia lerei uma biografia mais completa de Sullivan, sem dúvida o mais interessante dos dois parceiros. E terei de rever o excelente filme de Mike Leigh, Topsy-Turvy, sobre Gilbert & Sullivan precisamente. Paris  3/5

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