Opera: La Cenerentola (Rossini, 1817)

O meu corpo reage a Rossini como se este fizesse música de dança: não consigo ficar quieto como fico com Verdi ou Puccini. Desde a sinfonia de abertura de La Cenerentola (uma das mais conhecidas de Rossini, um craque das aberturas de óperas) que tenho dificuldade em ficar quietinho, e depois chegam aqueles incríveis sextuors em que os personagens principais, em crescendo, vão comentando a ação com aquele movimento sincopado que é dado tanto pelas cordas como pelo canto feito de sílabas repetidas com efeito cómico à mistura. Mudam-se os encenadores e os intérpretes mas fica sempre bem lá no alto a o génio musical e dramático de Rossini. O espetáculo que vi hoje é uma nova produção da Opéra de Paris, com encenação de Guillaume Gallienne (fraquinha...), direção musical de Ottavio Dantone e excelente interpretação de Teresa Iervolino (Cenerentola) e Juan José de Leon (Don Ramiro). A saída da Opéra tivemos direito a uma milonga improvisada. Uma noite em grande. Paris Palais Garnier 4,5/5

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