Teatro: Luzes da Boemia (Valle-Inclán, 1920)

Foi muito bom ter visto, pela primeira vez, uma peça de Valle-Inclán, grande nome do teatro espanhol. Aliás, este texto é emblemático do género esperpento, criado pelo próprio Valle-Inclán, numa época que teve tantas revoluções na arte. Luzes de Boemia apresenta os últimos dias de Max Estrella, poeta cego e decadente, reconhecido por poucos mas destratado por quase todos. O poeta, condenado à miséria e à doença, faz ferozes críticas à sociedade, sobretudo aos poderes que tudo podem e mandam. Encenação de Santiago Roldós. Salvador da Bahia, Teatro da Vila Velha 3/5

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