Christopher Strong (Dorothy Arzner, 1933)

Este é o segundo filme da grande Katherine Hepburn. E ela é já a protagonista, o que não deixa de ser notável. A sua screen persona já está neste filme: mulher independente, forte, auto-suficiente (apresenta-se no início do filme como alguém que nunca teve um amante, que nunca amou), melhor entre os pares, que são todos homens (é uma aviadora em busca do recorde de altitude). Mas o argumento, da consagrada Zoë Akins, mesmo no período pré-código Hays, é particularmente terrível num aspecto: Hepburn apaixona-se por outro ser imaculado, um homem casado e pai exemplar, amigo do seu pai, e fica grávida dele. A solução é a morte, ainda por cima o suicídio enquanto quebra o tão desejado recorde de altitude. Dois ou três anos depois, nada disto poderia surgir num argumento de Hollywood. Hepburn e os sinais dos tempos que o filme expõe são as únicas boas razões para ver o filme. Paris 2,5/5

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