Teatro: A Noite da Iguana (Artistas Unidos, 2017)

Acabo de ler na wiki que o papel de Maxine na criação da peça (Broadway, 1961) foi feito por Bette Davis. O que eu não daria para ver essa produção... No cinema, o papel coube a Ava Gardner, inesquecível, e a atriz Maria João Luís retoma o papel na encenação de Jorge Silva Melo com os Artistas Reunidos. Para mim, foi a melhor em cena; Nuno Lopes e Joana Bárcia também estiveram muito bem. O teatro de Tennessee Williams é um teatro de personagens, em que a intriga pouco conta. Mesmo quando são personagens frágeis (e são quase sempre neste autor), são inesquecíveis, tornam-se larger than life (mas na peça esta afirmação é negada por uma personagem) por conta da sua fragilidade humana. Foi uma felicidade reencontrar os Artistas Unidos (que acompanho desde António, Um Rapaz de Lisboa) depois de tantos anos sem poder vê-los. Um belo espetáculo, esta Noite da Iguana. Porto 4,5/5

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