La La Land (Damien Chazelle, 2016)

A comédia romântica e a comédia musical já viram muito melhores dias em Hollywood. Isso explica em parte a grande adesão do público e da indústria ao segundo filme de Chazelle, que cometeu a proeza de ser nomeado para 14 óscares, o que apenas tinha acontecido antes com All About Eva e Titanic. E tratando-se de um filme sobre Hollywood e uma homenagem nada disfarçada ao musical clássico de Hollywood, não admira que esta lhe esteja a estender um longo tapete vermelho. Como eu adoro as comédias românticas e musicais e os filmes sobre Hollywood, deu-me um enorme prazer ver este filme, mesmo que não corresponda ao buzz que por aí corre. Desde One From the Heart que não se faz um grande filme musical, apenas alguns muito bons apareceram, como Chicago, Hairspray ou La La Land. No filme há dois aspirantes à vida de artista (ou de profissional da indústria do espetáculo), uma empregada de café que sonha em ser atriz, e um pianista de restaurante que sonha em abrir um bar de jazz. Ambos viverão uma história de amor, que não durará para sempre, e ambos vêem ser cumpridos os seus sonhos profissionais. Para exprimir o sonho nada melhor do que o musical, por isso as canções e a dança, feitas pelos próprios atores, apareçam de forma tão natural no filme. Muito bom. Paris 4/5

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