Leitura: The Ladies of Missalonghi (Colleen McCullough, 1987)

Nos anos 80, Colleen McCullough era uma escritora famosa em todo o mundo, assim como em Portugal (publicada pela Difel). Duas amigas na altura leram vários livros dela mas eu não me interessava por uma literatura que suspeitava estar próxima da narrativa telenovelesca. E essa intuição tinha a sua razão de ser. Li agora As Senhoras de Missalonghi, que conta a história de três mulheres que vivem sozinhas numa casa velha, numa pobreza evidente. Mas a sua condição é consequência de uma sociedade (Austrália, na primeira metade do século XX) que subordina as mulheres aos homens. Numa pequena povoação chamada Byron, fundada por um Hurlingford, quase tudo pertence a esta família, mas todos os negócios e heranças ficam com os filhos varões e as mulheres recebem casas e não são incentivadas a trabalhar. As viúvas e as solteiras caem facilmente na pobreza. Missy é uma dessas solteironas que não tem perspetivas de vir a melhorar a sua condição. Mas como acontece nas narrativas cor de rosa típicas, Missy vai passar de patinho feio da família a mulher independente e rica, que terá nas mãos o destino das fortunas dos parentes Hurlingford. A parte final do romance, com esta transformação radical da heroína, é uma decepção. Paris 3/5

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