Lucia di Lammermoor na Opéra-Bastille

Lucia é uma das melhores obras para se descobrir (e amar) a ópera. Obra perfeita do princípio ao fim, com muitas árias memoráveis e uma cena célebre e de grande exigência: a cena de loucura de Lucia. No início estranhei a produção de Andrei Serban, demasiado viril para um drama no feminino. Camaratas militares e salas de ginástica, cordas e construções metálicas ocupam o palco o tempo inteiro. Mas a loucura e a tragédia de Lucia tem origem na repressão masculina da sociedade, o que permite entender as opções de Serban. Quanto aos cantores, todos muito bons, destaca-se o papel de Lucia. Nunca tinha vista uma cantora ser tão aplaudida como Pretty Yende na Opéra de Bastille. A star is born? Muito bom. 4/5

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