Opera: Tosca (Bastille, 2016)

Esta ópera de Puccini é uma das que mais vezes vi, mas acho que gostei mais desta última produção (Opéra de la Bastille, 9/10)... por que será? Penso que descubro, à medida que ouço Tosca, os pormenores da arte de Puccini, que não se revelam à primeira, mas precisam de tempo para serem apreciados. Aconteceu-me o mesmo com Madame Butterfly, que pouco a pouco se tornou na minha ópera preferida entre todas: cada vez que assisto a uma récita é para atentar nos pormenores e deixar de lado os traços gerais do argumento. Hoje emocionei-me deveras com a última ária famosa de Tosca, E lucevan le stelle (Cavaradossi), depois de ter igualmente adorado as outras duas árias da ópera: Recondita harmonia (Cavaradossi) e Vissi d'arte (Tosca). Estes três momentos justificam por si só que se revisite Tosca de quando em vez. O prazer é garantido. Para isso convém que os intérpretes estejam à altura dos que ontem subiram ao palco da Bastille: Liudmyla Monastyrska (Tosca), Marcelo Alvarez (Cavaradossi) e Bryn Terfel (Scarpia). Chapéu, sobretudo para os homens. Paris 5/5

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