Valerio Zurlini: Estate violente (1959)

Pouco me falta descobrir de Valerio Zurlini, as curtas e a primeira longa-metragem, portanto passei àquela fase de reencontro, de visitas a um velho amigo. Isto porque Zurlini é um dos meus realizadores preferidos, um dos que mais me dá prazer de revisitar. Um Verão Violento, a sua segunda longa, é a história de um amor em tempo de guerra, entre um jovem estudante (Jean-Louis Trintignant), filho de um líder local fascista, e uma mulher mais velha (Eleonora Rossi Drago), viúva e mãe de uma menina. O amor mais ou menos socialmente desajustado (estamos em 1943) isola as personagens dos seus amigos e familiares e afasta-as da realidade da guerra que no entanto ensombra a sua rotina. O realizador ama as suas personagens e esse amor tem um eco na paixão que o espectador sente pela história e suas personagens. Zurlini nunca foi popular e não despertou paixões cinefilas alargadas. Na sessão a que assisti pude ter um indício dessa recepção problemática: vários espectadores abandonaram a sala antes do fim do filme. Como não gostar de um filmes destes? Vi-o ontem pela terceira vez, depois de o ter visto, sempre em sala, em 1997 e em 2007. Paris 4/5

Sem comentários:

Enviar um comentário