Opera: Aida (Verdi, 1871)

Aïda é uma obra famosa de Verdi, tão famosa que toda a gente já ouviu e trauteou alguma das suas melodias nem que seja através da publicidade televisiva. Curiosamente é uma ópera pouco encenada (desconheço a razão). Dois parisienses idosos que conheci hoje, frequentadores de ópera, disseram-me nunca ter visto esta ópera. Também para mim foi a primeira vez. Prefiro sem dúvida La Traviata, mas Aida tem uma série de momentos em que o coro toma o protagonismo e então não há nada a fazer: somos todos subjugados. A cantora que fez de Aída foi justamente ovacionada, o pobre Radamés foi quase vaiado e recebeu um silêncio quando terminou a mais famosa ária da ópera: Celeste Aída. Outro que não agradou a todos foi o encenador Oliver Py. Encheu o palco com construções de tamanho faraonico completamente em ouro! Excessivo para o drama filial intimista que é o cerne da ópera. Paris Bastille 4/5

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